Personalidades de destaque, e outros nomes conhecidos que fizeram parte do BG


Conheça algumas personalidades que se destacaram em alguma área de atuação, e outras personalidades curiosas que fizeram parte do 2º Batalhão de Guardas. Para fazer parte da lista, não criteriamos o item "fama" como o mais importante requisito, mas o que tem feito de relevante para merecer a citação.




  • Mario Orlandini Filho

    O Subtenente Mario ORLANDINI Filho (3ª CIA. de 1973), foi considerado o praça mais antigo do Brasil (considerando EB, Marinha, Aeronáutica e Polícia Militar). Estava na ativa até a data de seu falecimento, em 23/08/2008. É um exemplo de dedicação à carreira militar, e orgulho aos camaradas do Batalhão.







  • João Roberto Basílio

    João Roberto Basílio, ou simplesmente Basílio, nasceu em São Paulo no bairro da Casa Verde. Ex-jogador de futebol, inicou sua carreira na Portuguesa de Desportos, atuando por 11 anos. Foi também o herói da conquista do campeonato paulista de 1977, marcando o gol que encerrou 22 anos de jejum do Sport Club Corinthians Paulista.

    Basílio foi soldado da 7ª Cia. Gda., em 1969. Atualmente mantem uma cooperativa, com o ex-companheiro Badeco, que ajuda crianças carentes e ex-jogadores.

    Agradecimentos ao Sd. MENDES (CCSv - 1970) pela informação.




  • Edgard José Scandurra Pereira

    Edgard Scandurra nasceu em 5/2/1962. é gutarrista, instrumentista, compositor e cantor da banda Ira. No final da década de 1970 foi influenciado pelo surgimento do punk inglês, principalmente os grupos The Jam, Sex Pistols e The Clash. Nessa época, estudava no Colégio Bráulio Machado, onde conheceu o vocalista Nasi, com quem formou o grupo IRA!
    Um dos guitarristas mais conceituados da geração 80 do rock brasileiro, iniciou a carreira no grupo de rock paulistano IRA!. Participou também de conjuntos como o Ultraje a Rigor, Smack e Mercenárias, todos de São Paulo. Em 1983, fazendo parte do Ira!, lançou um compacto com duas composições suas.

    Segundo informações, ainda não precisas, Edgard Scandurra serviu no BG em 1980, no Pelotão de Comunicações da CCSv. A música Núcleo Base (NB) foi criada na época em que ele serviu.

    Fontes adicionais: Dicionário Cravo Albin da MPB
    Foto: Foto&Grafia Comunicação

    Agradecimentos ao Sd. HIRATA (2ª Cia - 1989), e demais companheiros pelas informações.




  • José Maria Rodrigues Alves (Zé Maria)

    Foto de Ze Maria Nascido em 10/5/1949, na cidade de Botucatu-SP, o ex-jogador Zé Maria serviu na extinta Sétima Cia. Gda., prestando serviço militar até abril de 1970, quando foi liberado para servir a seleção brasileira de futebol, em 1970.

    No futebol, Zé Maria iniciou, em 1964, a carreira de jogador, atuando pela Ferroviária de Botucatu. Em 1966, foi emprestado à Portuguesa de Desportos. No início dos anos 70 do século passado, ele foi contratado pelo S.C. Corinthians Paulista, jogando por 13 anos.

    Zé Maria foi convocado para a seleção brasileira nas Copas de 1970 e 1974. Quase foi convocado para a Copa de 1978, mas uma lesão tirou-o da seleção. Ze Maria também fez parte da chamada Democracia Corintiana, marco do futebol na década de 80 do século passado. Foi campeão paulista nos anos de 1977, 1979, 1982 e 1983, e campeão mundial pela seleção brasileira em 1970.

    Em 1984, candidatou-se a política como vereador da cidade de São Paulo. Largou a política, e foi trabalhar na reabilitação de menores infratores em uma das unidades da antiga FEBEM, em São Paulo. Atualmente, é supervisor de Esportes da Fundação Casa (nome atual da FEBEM).

    Agradecimentos ao Cb. AMARAL (CCSv - 1970 a 1975) pelas informações.




Foto de Marcelo Rossi

  • Padre Marcelo Rossi

    Temos poucas informações sobre a vida militar do Padre Marcelo Rossi. Conta-se que serviu em 1986, na Primeira Cia., como armeiro. Há este recorte de uma foto, ao lado, em baixa qualidade, que circulou pela internet, com as semelhanças nas características faciais, altura corporal (o Padre Marcelo Rossi possui 1,93 cm de altura) e idade. Confrontamos com outra foto, mais recente, para análise. Aguardamos mais informações dos companheiros de 1986.

    Agradecemos ao Sd. Marcelo GAIDIES (CCSv - 1986) pelas informações.




  • Apóstolo Estevam Hernandes Filho

    Serviu no 2º Batalhão de Guardas em 1973. Hoje é o presidente da Fundação Igreja Apóstolica Renascer em Cristo.

    Agradecimentos ao Cb. AMARAL (CCSv - 1970 a 1975) pelas informações.






  • Enéas Camargo Foto em 1973

    Nascido em 18/03/1954, Enéas Camargo, ficou conhecido como um dos grandes ídolos do futebol, atuando pela Associação Portuguesa de Desportos na década de 1970. Segundo maior artilheiro da Lusa, com 179 gols, superado apenas pelo jogador Pinga, com 190 gols.

    Revelado nas categorias de base da Associação Portuguesa de Desportos, atingiu o profissionalismo em 1972. Enéas possuia um gênio irrequieto, e de grande habilidade com a bola. Muitas vezes, era tachado como jogador que ficava desatento grande parte das partidas, mas compensava ao fazer grandes jogadas e marcar muitos gols. Muitos dos torcedores da Lusa atribuem-lhe como maior jogador do clube em toda a sua história.

    Em 1972 foi campeão Paulista, na polêmica decisão de pênaltis contra o Santos, e pela Taça São Paulo, contra o Palmeiras. Pela seleção brasileira, autou em 7 jogos, marcando 2 gols. Foi campeão Pré-Olímpico, em 1971.

    Em 1973, Enéas foi incorporado às fileiras do Exército Brasileiro como soldado do 2º Batalhão de Guardas.

    Em 1980, atuou por pouco tempo no futebol italiano (foi um dos primeiros brasileiros a atuar numa equipe italiana). No ano seguinte retornou ao Brasil, como jogador do Palmeiras. Já não apresentando o mesmo jogo como nos tempos da Portuguesa, e pelos desentendimentos nos clubes em que passou, atuou em clubes de menor projeção até encerrar a carreira.

    Na noite de 22 de agosto de 1988, ao dirigir seu veículo pela avenida Cruzeiro do Sul, perdeu o controle do carro e chocou-se violentamente na traseira de um caminhão. Enéas foi levado ao Hospital Samaritano, em coma que durou mais de quatro meses. Em 27 de dezembro, aos 34 anos, faleceu com broncopneumonia. Deixou esposa e dois filhos.

    Fontes:
    A Gazeta Esportiva . NET
    Site da Lusa

    Veja também:
    Fotos do Sd. Roberto FERNANDES (2ª CIA - 1973)




  • Carlos Eduardo Santos Motta (Tico) Foto em 1973

    Nascido em 25/2/1955, foi soldado da CCSv no ano de 1974. Ele é Atual Membro Efetivo do Conselho Fiscal da Federação Paulista de Judô. Como atleta, foi medalha de prata nos Jogos Panamericanos de 1975, na categoria peso pesado. Também fez parte da Equipe Olímpica do Brasil em Montreal, 1976.
    Outras coquistas foram:

    • Tetracampeão Panamericano
    • Pentacampeão Sulamericano
    • Vicecampeão Mundial universitário, na Finlândia
    • 3º lugar no Mundial das Forças Armadas, em 74 (foi Soldado da CCSv)
    • Vice-campeão Panamericano, no México, em 1975
    • 12 vezes campeão Brasileiro
    • 12 vezes campeão Paulista
    • Vice-campeão Universitário, em 1984
    • 3º lugar na Copa do Canadá, em 1987

    Fontes:
    Jornal Folha de S. Paulo - Especial Jogos Panamericanos
    Site Liga de Judo Paulista
    Federação Paulista de Judô
    Federação Paulista de Judô - Túnel do Tempo




  • Arnaldo Menani Equipe Paulista VIII CAMPEONATO BRASILEIRO JUVENIL DE JUDÔ - 1973

    Hoje, Prof. Arnaldo MENANI, foi soldado da CCSv no ano de 1974. Naquele ano foi Campeão Mundial de Judô das Forças Armadas, categoria peso pesado. Foi também 3º colocado no Campeonato Universitário de 2000.

    Fontes:
    Fernando Sanchez - CURRíCULO
    Site Judô Brasil

    Agradecimentos a Luiz Uchida (CCSv - 1974) pelas informações.




  • João Carlos de Oliveira (João do Pulo)

    No final da década de 60, João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, tinha uma única preocupação: jogar bola nos campos de várzea de Pindamonhagaba, cidade em que nasceu em 1954. O garotão magricela de 1,89 m, no entanto, chamou a atenção do professor de Educação Física José Roberto Vasconcelos por seu excepcional biotipo, ideal para o atletismo.

    A intuição de Vasconcelos estava correta. Ele achou que aquele rapaz tinha tudo para se transformar no substituto do grande Adhemar Ferreira da Silva, bicampeão olímpico de salto triplo (1952/56). Nos primeiros Jogos Regionais (SP) que disputou, vestindo a camisa do Esporte Clube Pinheiros, obteve ótimos resultados, saltando 14,06 m no triplo e batendo o recorde de salto à distância, até hoje a segunda melhor marca brasileira da modalidade, 8,36 m. Logo depois foi chamado para integrar a equipe brasileira juvenil que iria participar do Sul-Americano em Assunção, no Paraguai, 1973. Bateu o recorde mundial da categoria: saltou 14,75 m.

    Cabo do Exército
    Em 1974, passou a competir ao lado dos profissionais e no primeiro Sul-Americano que disputou, no Chile, obteve a medalha de ouro com 16,34 m no triplo. A consagração viria dali a um ano, com o brilhante desempenho nos Jogos Pan-Americanos do México, ao estabelecer o recorde mundial, com a marca de 17,89. A marca está ainda entre as dez melhores do mundo. Até então, somente em 2007, Jardel Gregório saltaria 17,90, derrubando a marca mais antiga do atletismo brasileiro e sulamericano.

    As Olimpíadas de Montreal, no Canadá, ainda estavam por vir e ele seria a maior promessa de uma medalha de ouro para o País. Favorito absoluto naqueles Jogos de 1976, João infelizmente não correspondeu às expectativas e chegou em terceiro lugar, com a marca de 16,90 m. Durante alguns meses, compromissos com os militares - era cabo do Exército - tiraram o campeão das competições e de sua melhor forma física, mas assim que se viu livre disputou o mundial das Forças Armadas e voltou às suas melhores marcas, saltando 17,38 m.

    San Juan, Porto Rico, João do Pulo tornou bicampeão pan-americano de salto triplo com 17,27 m e campeão de salto a distância com 8,18 m, em 1979. Para o atleta todas aquelas competições eram apenas treinos para seu maior sonho: as Olimpíadas de Moscou, na ex-URSS, em 1980. Na última prova, quando finalizou o salto, João tinha tanta certeza de que acabava de conquistar o primeiro lugar no pódio que chegou a erguer os braços com as mãos unidas fazendo o sinal da vitória. Mas não seria desta vez. As medalhas de ouro e prata ficaram, respectivamente, com os russos Jaak Udmae e Viktor Sansev. Novamente o terceiro lugar e a suspeita de ter sido roubado pelos fiscais de linha, que disseram que ele havia queimado - pisando na linha de salto, o que é irregular. Disse que chorou pela primeira e única vez na vida.

    Acidente
    No mesmo ano da Olimpíada, em setembro, o atleta chegaria aos 17,37 m em Roma, conquistando o tricampeonato mundial, mas em dezembro daria o último salto de sua carreira, em La Paz , na Bolívia, com a marca de 17,05 m no Sul-Americano de Atletismo. A vida do atleta mudou radicalmente um ano depois de Moscou. Na madrugada de 22 de dezembro de 1981, um grave acidente de carro na Via Anhanguera, em São Paulo, encerrou prematuramente sua carreira. O automóvel em que viajava com o irmão Chicão chocou-se com outro que vinha pela contramão. O motorista do outro carro morreu na hora, Chicão teve fraturas no rosto e João sofreu durante um ano no hospital e acabou perdendo o que tinha de mais precioso, sua perna direita, que foi amputada. Com seus sonhos frustrados, longe das pistas, João entrou na vida política e foi eleito deputado estadual pelo PFL, em São Paulo, em 1986, sendo reeleito em 1990. Na eleição seguinte, em 1994, tentou novamente, mas não conseguiu, voltando a se candidatar, também sem sucesso, nas últimas eleições.

    Dedicação
    João voltou a sonhar com a vitória e as medalhas em 1992, quando, já com uma perna mecânica, decidiu enfrentar os Jogos Paraolímpicos de Barcelona, na Espanha. Mas o atleta não contava com a burocracia e a falta de apoio do governo federal, que não liberou a tempo uma verba de US$ 1,2 mil para adquirir uma prótese especial. Apesar disso, João do Pulo não perdeu as esperanças e no ano passado já estava se preparando para competir na Paraolimpíada de Sydney, que será realizada logo após a Olimpíada do Ano 2000. "Ter a perna amputada pode ser a morte para muitos, mas espero que com esforço, dedicação e muito trabalho, possa voltar às competições e provar do que somos capazes. Não nasci para perder."

    Você sabia?
    A infância, em Pindamonhangaba (SP), foi a de um menino pobre que chegou a contrair tuberculose, quando tinha cinco anos. Na adolescência, João sonhava ser um craque do futebol, igual a Pelé, e a principal diversão era ensaiar na bateria do bloco carnavalesco.

    Pódio
    Medalha de ouro no Pan-Americano do México em 1975 (17,89 m).
    Medalha de bronze na Olimpíada de Montreal em 1976 (16,90 m).
    Medalha de ouro no Pan-Americano em Porto Rico em 1979 (17,27 m).
    Medalha de bronze na Olimpíada de Moscou em 1980 (17,22 m).

    Fonte: Isto é - O Brasileiro do Século
    Foto: DPEP/FSJ